“Então Jeú ordenou: ‘Joguem essa mulher para baixo!’ E
eles a jogaram pela janela; o sangue de Jezabel espirrou pela parede e nos
cavalos, e ela foi pisoteada pelas patas dos cavalos de Jeú” (2Re 9.33 –
NBV).
Quando Jeú foi comissionado por Eliseu para ser o exterminador da família do rei Acabe em Israel, ele passou por um episódio interessante. Em sua sede de execução, ele dirigiu sua carruagem furiosamente em direção ao palácio da rainha Jezabel e, no caminho, alguns vigias foram enviados pelo rei para lhe perguntarem se ele vinha em missão de paz. A resposta de Jeú foi sempre a mesma: “O que você sabe a respeito de paz? Saia da minha frente!” (vs. 18,19 – NBV). Não era com aqueles vigias que Jeú queria conversar.
Mas quando o próprio rei foi ao encontro de Jeú, por ter reconhecido seu jeito de cavalgar, e lhe perguntou também se vinha em missão de paz, Jeú lhe respondeu: “Como pode haver paz, enquanto as maldades e feitiçarias praticadas por sua mãe Jezabel continuarem?” (v. 22). Aqui, ele explicou para o rei Jorão por que não podia haver paz.
Conhecemos a história, como Jeú eliminou o rei Jorão, filho de Acabe e Jezabel (v. 24), eliminou também o rei Acazias, que fazia politicagem com Jorão (v. 27), como também mandou que a rainha Jezabel fosse jogada do alto do palácio. Soldados a empurraram lá de cima, ela se espatifou no chão e seu sangue espirrou pelas paredes (v. 33).
A resposta de Jeú àqueles vigias e também ao rei Jorão é uma resposta significativa também para a igreja hoje. Não pode haver paz entre os filhos de Deus e os filhos do maligno. Não se trata de viver em um mundo idólatra e feiticeiro. Isso já existe desde a Queda. Trata-se da permissão que a igreja deu para Jezabel incutir sua idolatria.
Jesus foi radicalmente contra as ações pecaminosas de Jezabel dentro da igreja de Tiatira (Ap 2.20,21). Como o livro é simbólico, é possível que Jezabel aqui esteja sendo tomada como figura daquela mulher que contaminou Israel com sua idolatria e paganismo. Agora, o espírito dela contamina a igreja.
A igreja deve uma resposta aos idólatras, aos feiticeiros, aos corruptos e todos os ímpios que sujam o nome da paz. A igreja deve dizer como Jeú: Como pode haver paz, enquanto as maldades e feitiçarias continuarem? Obviamente não se trata dos feiticeiros do mundo, como disse Paulo aos coríntios: “Quando lhes escrevi... pedi que vocês não se misturassem com pessoas imorais. Porém... não estava falando de descrentes que vivem em pecados... Porque se assim fosse, vocês precisariam sair deste mundo... vocês não devem fazer companhia a ninguém que se diz irmão em Cristo, porém está envolvido em pecados” (1Co 5.9-11).
Porém, infelizmente, o que vemos é que, além de a igreja não
se importar em ter paz com esses falsos crentes, ainda admite os idólatras e
feiticeiros do mundo como igualmente salvos. Quando é que vamos reconhecer o
perigo de Jezabel dentro da igreja e jogá-la do alto de seu palácio?
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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