“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos
de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa
santidade no temor de Deus” (2Co 7.1).
Muitos cristãos pensam que o espírito não se contamina. Na verdade, o Espírito que não Se contamina é o Espírito Santo. Já o espírito humano, este se contamina sim com os pecados. Paulo diz aqui para nos purificarmos de toda impureza, não só da carne, mas também do espírito. Não podemos ser dualistas, achando que pecado é coisa somente do corpo físico, pois os desejos que se realizam no corpo procedem exatamente do nosso espírito.
Na época de Paulo, havia um grupo de gnósticos que dizia que o espírito não se contamina, não importando o que era feito no corpo. Assim, Paulo condenou este ensino, quando disse aos coríntios na versão ARC: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20).
A ordem do apóstolo para que nos purifiquemos da imundícia da carne e do espírito tem por base a promessa gloriosa de Deus a nós. Esta promessa é citada por Paulo no cap. anterior: “Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (6.16). Uma promessa desse nível nunca existiu entre os pagãos. Deus nenhum, nem mesmo em suas mitologias, havia prometido habitar entre eles.
Todavia, como Deus é santo, Ele requer que nós também nos separemos da impureza deste mundo (santificar é separar). “Por isso”, ainda diz Paulo, “retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei” (6.17). A promessa continua no v. 18: “serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso”.
Eis aqui o clímax da promessa: Deus será nosso Pai e nós seremos Seus filhos e filhas! Que deus seria pai de seu povo? Muitos deuses da mitologia grega tinham filhos, mas era com deusas ou mulheres, algo derivado da mente corrupta dos homens, seus inventores. Mas Deus será Pai Santo daqueles que andarem em santidade, como disse Paulo aos efésios: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (5.1). E qual é esta imitação, senão a santidade?
Sim, é o que Paulo exige dos coríntios aqui: “aperfeiçoando
a nossa santidade no temor de Deus”! É assim que se pratica a santidade, se
separando, se retirando, se afastando, não tocando nem convivendo com as coisas
impuras deste mundo. Tais coisas contaminam nosso corpo, mas não só ele,
contaminam também nosso espírito. A ambos devemos santificar para glorificarmos
a Deus neles.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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