REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0736 - A DESTRUIÇÃO QUE O CIÚME CAUSA!

 


Cruel é o furor e a impetuosa ira, mas quem parará perante a inveja?” (Pv 27.4).


Por mais que o furor, isto é, aquele ódio de caso pensado, que planeja a vingança pelo acúmulo de raiva, seja cruel; por mais que a ira seja impetuosa, tempestiva e precipitada, que de tal modo se arroja contra seu objeto de fúria a ponto de machucá-lo; nada é mais insuportável do que o ciúme. Embora nossas versões tenham traduzido esta palavra como “inveja”, o mais comum da palavra hebraica é ser traduzida por ciúme.

Mesmo que o ódio queira retirar o que o outro tem, o ciúme não se satisfaz com aquilo que tem. A ira, muitas vezes, destrói o que é do outro, mas o ciúme destrói o que é seu mesmo. O ciúme não é como a inveja, que deseja o que o outro tem, mas é o medo de não ter mais aquilo que tem. O ciúme é a sensação de não ter aquilo que já tem.

Classificar o ciúme como obra da carne foi uma inspiração divina para o apóstolo Paulo. Ele coloca o ciúme entre outros pecados relacionados à velha natureza (Gl 5.19-21). Não é errado zelar do que se tem, mas o excesso de preocupação em perder o que se tem já é um extremo condenado pela Bíblia.

O ciúme causa destruição interna e externa. Internamente ele corrói o coração do ciumento; externamente ele afasta o seu companheiro. Essa destruição tem levado diversos casais a situações extremas e assustadoras! É disso que temos tido relato de muitas separações conflitivas que culminam em suicídio ou assassinato seguido de suicídio!

Observe que a inveja não causa tanto dano como o ciúme! O invejoso se corrói por ver o sucesso alheio, mas o ciúme corrói o indivíduo, mesmo ele tendo sucesso! A inveja não se importa em não ter, desde que o outro também não tenha; mas o ciúme não sabe lidar com o que tem. Ver o outro com algo ou alguém não perturba o ciumento; mas o que lhe perturba é não saber possuir o que já tem.

O remédio para o ciúme é a confiança em Cristo e o senso de não-domínio. Na verdade, o que o ciumento precisa saber é que, afinal, nada pertence mesmo a nós. Tudo pertence ao Senhor, inclusive nós e aqueles que estão conosco (Sl 24.1). Aquela pessoa que Deus nos deu pertence a Deus. Ela só está em nosso cuidado por um pouco de tempo para que saibamos administrar aquilo que recebemos de Deus, com o fim de glorificá-lo! 

O ciúme demonstra duas fraquezas: que não sabemos confiar nAquele que é realmente dono de tudo e que somos inseguros quando as coisas estão nas nossas mãos. Ambas as coisas são pecaminosas e destrutivas tanto para nós como para aqueles que estão sob nossos cuidados. Abandone o ciúme. Confie em Cristo que cuida de tudo e de todos. Zele do que Ele te deu, mas não se destrua por dentro com medo de não ter. Afinal, não temos mesmo!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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