“Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua
integridade? Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2.9).
Conhecemos a mulher de Jó única e exclusivamente por sua fala, na verdade, seu desabafo ao seu marido. Por causa disso, sua personagem é criticada, tida como um exemplo a não ser seguido e, por vezes, demonizada, sendo estigmatizada por sua fala e rejeitada como uma mulher ímpia. Na verdade, sua fala foi tão perigosa e desafiadora, que o autor inspirado preferiu usar um eufemismo, isto é, no original hebraico está escrito que ela disse “abençoa” teu Deus e morre. Nossas versões que já traduziram para o sentido real do que ela quis dizer.
Numa sociedade pagã como a dela que, talvez, tenha ouvido falar do Deus de Abraão, mas não tinha nenhuma experiência com Ele, é realmente difícil encontrar um personagem como Jó, que temia a Deus e andava em integridade. Na realidade, Jó era uma exceção. Perceba que, enquanto os amigos de Jó o tinham como pecador, um pecador que queria esconder seu pecado atrás de uma capa de justo, a sua mulher, que convivia diariamente com ele, sabia que isso não era verdade. Por isso que, enquanto os amigos de Jó defendiam a Deus, a mulher de Jó defendia seu marido!
Não foi somente Jó que perdeu suas posses e seus filhos, sua mulher perdeu tudo isso junto com ele. E, como dizem, além de tudo, ela perdeu também o marido! O patriarca reclamou da sua situação de convivência com sua mulher. Ele disse: “O meu hálito é intolerável à minha mulher, e pelo mau cheiro sou repugnante aos filhos de minha mãe” (19.17). No hálito fétido de seu marido, essa mulher não “ouviu” o mau cheiro de nenhuma palavra de maldição!
Ela foi repreendida por seu esposo quando disse aquilo. Nem mesmo de doida ele a chamou. Ele disse: “Falas como qualquer doida” (2.10). Imagina o vexame desta mulher, cujo marido que outrora era um dos anciãos conselheiros da cidade (29.7), agora estava ao lixo, aos monturos, doente e desprezado até mesmo pelas crianças (19.18). Quanta dor não padeceu esta mulher!
Mas a graça de Deus a alcançou! Depois do sofrimento de seu marido, ali estava ela ainda fértil para lhe dar dez filhos (42.13)! Suas filhas, diz a Bíblia, eram as mulheres mais formosas do oriente (42.15)! Ela viveu vigorosa ao lado de sua família, feliz por toda a retribuição do Senhor sobre eles!
Aquela mulher que antes havia sugerido a seu marido que
amaldiçoasse a Deus e morresse, agora estava sendo abençoada e vivendo! A graça
de Deus não considerou aquele desabafo. Jó não podia amaldiçoar a Deus e
morrer, porque um dia, o Filho de Deus viria e se tornaria maldito na cruz no
lugar de Jó, da sua mulher, no meu e no seu lugar! A maldição de Jó não
acabaria com o sofrimento, como ela pensava. Apenas se Cristo sofresse em nosso
lugar é que a maldição se acabaria! E foi o que aconteceu!
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

Meu senhor nunca vi essa mulher dessa forma , que maravilhosa refrequisao 🫠🙌
ResponderExcluirLouvado seja Deus que salvou Seu povo, incluindo esta mulher!
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