REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0733 - CONTROVÉRSIAS TEOLÓGICAS NA HISTÓRIA DE JÓ

 


Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia” (Tg 5.11 – NVI).


Todos conhecem a história do patriarca Jó, até mesmo pessoas não crentes. Embora o termo usado no provérbio que ficou conhecido com seu nome seja “paciência” de Jó, todavia, o mais correto é falar como a NVI, “perseverança” de Jó.

Na história dele vemos que seus amigos tinham um conceito teológico errado sobre o sofrimento. Eles alegavam que, se alguém sofre, é porque merece, pecou em alguma área e precisa ser punido. Segundo eles, se uma pessoa não houvesse cometido pecado, Deus não a deixaria sofrer.

Por outro lado, muitos falsos pregadores atuais também têm errado quando se trata de falar sobre Jó. Se naquela época, eles diziam que estar sofrendo é porque pecou, hoje, além de repetirem esse erro que já foi corrigido por Deus, Seu Filho Jesus e os apóstolos na Palavra, ainda cometem o erro de acharem que sempre Deus irá devolver tudo em dobro para todo crente que sofre!

Este é um erro tão grotesco quanto aquele. Uma pessoa não sofre por causa de seu pecado específico. Às vezes pode ser, mas não é regra. Também nem sempre Deus irá devolver em dobro aos justos que sofrem aqui na terra. Pode também acontecer, mas não é regra, ao contrário, uma rara exceção!

O que acontece com a história do patriarca Jó é que ele é um exemplo do que vai acontecer ao justo de forma final e não temporal. Com ele aconteceu de forma temporal, para que o justo que hoje sofre não se desespere e saiba que, como disse Tiago, “o Senhor é cheio de compaixão e misericórdia”.

Se você sofre como Jó, o que é muito difícil, mas pode acontecer, saiba que Deus está reservando um final maravilhoso para sua vida! Ele é misericordioso e inclina Seu santo coração para os miseráveis e sofredores. No final, Ele restaurará tudo isso a uma eternidade de alegria e paz!

Entretanto, saiba que nem sempre você verá esse final aqui na terra. Quantos justos já morreram sem contemplar a restauração? Entretanto, sua esperança não está perdida, porque o que nos aguarda lá na glória não pode ser dimensionado diante do sofrimento presente (Rm 8.18).

Quando você, justo, estiver sofrendo, não se condene pela teologia dos amigos de Jó, achando que Deus está lhe punindo por algum pecado específico. Entretanto, se assim for, Deus lhe trará à memória este pecado e você deve confessá-lo. Todavia, isto não será punição e sim disciplina. Por outro lado, não espere retribuição divina por seu sofrimento ante sua perseverança. Deus não é obrigado a recompensá-lo. Mas entenda que o fim que Deus proporcionou a Jó é apenas um lembrete do glorioso fim que espera os que perseverarem!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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