“Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma
torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que
não sejamos espalhados por toda a terra” (Gn 11.4).
O conceito de Mercosul, União Europeia, Organização das Nações Unidas e outros grandes pactos internacionais de União não é um conceito novo. Logo após o dilúvio, tendo Deus dado uma ordem a Noé, que fossem fecundos, se multiplicassem e enchessem a terra, os homens, sob a direção de um líder famoso chamado Ninrode, resolveram se unir também, mas em total rebelião contra Deus.
Depois da Queda, a conotação de “cidade” na Bíblia, é uma figura que aponta para a rebelião do homem contra o Criador; construir cidades é, sem dúvida, um resquício da imagem de Deus no homem que, mesmo no pecado, ainda reflete um pouco dessa imagem, mesmo que distorcida. Deus é o Arquiteto e Construtor da verdadeira Cidade (Hb 11.10); o homem imita a Deus. Porém, depois da Queda, essa imitação é, na verdade, uma competição, uma rivalidade.
Tanto que o propósito daqueles homens era frontal ao de Deus. Eles disseram: “para que não sejamos espalhados por toda a terra”, quando Deus dissera que deviam enchê-la. A união deles era para se rebelar; construir cidades era um grito de independência de Deus!
Foi dessa forma que as nações sempre fizeram. Todas elas se acharam importantes em suas épocas e, em sua exaltação, se arrogaram contra Deus e O desprezaram. Os impérios antigos e suas gigantescas obras, suas conquistas, sua história, suas religiões autônomas, autossuficientes e autólatras, sempre pensaram que eram indestrutíveis e eternos...
Mas não é assim! Deus disse pelo profeta Isaías: “Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança. Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo ” (40.15,17).
Ironicamente, o humilhado Nabucodonosor, um dos maiores chefes de estado que já existiram, disse: “Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4.35).
Não nos admira que as organizações mundiais das nações
continuem com os mesmos ideais. Lutam por uma união que exclui Deus e Seu povo.
Chegarão ao ponto de se juntarem contra Cristo e Seu povo (Ap 20.7,8). Mas no
último dia se ouvirá: “Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de
demônios” (Ap 18.2), enquanto os salvos verão “a cidade santa, a nova
Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada
para o seu esposo” (Ap 21.2).
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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