REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0721 - TRÊS FESTAS, TRÊS APONTAMENTOS

 


Guarda o mês de abibe e celebra a Páscoa do Senhor, teu Deus... E celebrarás a Festa das Semanas ao Senhor, teu Deus... A Festa dos Tabernáculos, celebrá-la-ás por sete dias ” (Dt 16.1,10,13).


Em toda obra de Deus, Ele sempre desejou apontar para o Seu Filho, de modo que Este fosse visto e glorificado. Foi assim desde a criação, onde a luz já prenunciava o glorioso brilho de Cristo, que nos tiraria das trevas do pecado para Sua luz de pureza. Também no dilúvio, onde aquela arca já mostrava nossa salvação em Cristo da destruição que está por vir e assim por diante.

Na lei de Moisés também, tudo que Deus instituiu apontava para Jesus Cristo, Sua obra e Sua igreja. O tabernáculo, seus utensílios, as leis, os eventos sucedidos nos 40 anos de deserto do povo de Israel, tudo era literal, mas também tinha valor tipológico, que anunciava Aquele que estava por vir, que tudo cumpriria para revelar Deus mais abertamente.

Assim foram instituídas três festas principais para os filhos de Israel. A Páscoa, o Pentecostes e a Festa dos Tabernáculos. Elas também prefiguravam o Filho de Deus e a obra gloriosa de Sua salvação para Seu povo eleito desde a eternidade.

A dos Tabernáculos era comemorada da seguinte forma: eles saíam de suas casas, faziam barracas de palha nas ruas da cidade e “moravam” ali por sete dias. Era para que se lembrassem de sua peregrinação no deserto (Lv 23.43). Essa festa apontava para Jesus, que um dia também Se fez carne e “habitou” entre nós, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14). Sua estadia aqui foi temporária, mas nos prometeu moradas eternas (Jo 14.2,3).

Na Páscoa, os judeus se lembravam de sua escravidão no Egito e como Deus, com forte mão os resgatou dali, levando-os para a terra prometida (Êx 23.14). Cada família sacrificava um cordeiro e se lembrava que o sangue passado na porta de suas casas tinha sido o real motivo de não terem sido destruídos. Assim também Jesus, o Cordeiro de Deus, de fato, morreu exatamente numa comemoração de Páscoa! Ele, por Seu sangue, também nos livrou de sermos exterminados com o mundo (1Co 5.7,8)!

Na festa de Pentecostes, os judeus se reuniam em Jerusalém para celebrarem as colheitas, que Deus, graciosamente lhes havia permitido ceifar. Como símbolo de gratidão, eles faziam essa festa para reconhecerem que tudo veio do cuidado de Deus para com eles (Êx 34.22,26).

Também foi em um dia de Pentecostes, exatamente sete semanas depois da morte de Jesus, que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos. Estes pregaram à multidão de judeus que estavam em Jerusalém celebrando a festa de Pentecostes e ali houve não só uma festa pela colheita, mas também uma verdadeira colheita espiritual, de quase 3 mil pessoas que vieram a Cristo (At 2.1-4,41)!

A festa dos Tabernáculos apontava para a Encarnação, a Páscoa para a Expiação e Pentecostes para a Conversão. Não se comemora mais nenhuma delas, pois todas eram apenas indicações do que havia de vir. Deus trabalha pedagogicamente em toda a história, mas sempre para glorificar Seu Filho e para o bem dos Seus eleitos! Glorifiquemo-lo também nós!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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