“Pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão
produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles” (2Co
4.17 – NVI).
Quando se tem uma cosmovisão bíblica, pode-se perceber a explicação simples e direta que a Palavra de Deus dá para o mundo em que vivemos e todas as suas intempéries! A explicação é que o pecado entrou no mundo e, mesmo que não se conheça todos os efeitos dele, a raça humana, como um todo, tem sido sua vítima desde a Queda.
Essas mazelas vão desde a violência humana até os desastres na criação; vão desde as doenças até as tristezas. Males voluntários e inevitáveis são o saldo final dessa conta operacional do pecado em todas as esferas da criação de Deus. O crente não está livre desses efeitos nocivos na sua vida temporal, mas, pela graça de Deus, estão livres dos efeitos eternos do pecado!
A entrada do pecado no mundo fez com que este agora caminhe para a destruição, pois, como é próprio do pecado, ele destrói tudo com o que tem contato. Aqui está um ponto que o crente deve observar para vencer as tristezas da vida caída: ele precisa entender que há um paradoxo entre ele e o mundo em que ele vive. O mundo caminha para a destruição, mas ele caminha para a vida eterna.
É com isto em mente que o filho de Deus tem condições psicológicas para vencer as tristezas que lhe abatem. Ele não está isento delas, mas sabe que elas fazem parte de uma esfera diferente da dele. Por isso Paulo disse aos coríntios: “Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Co 4.18 – NVI). As tristezas são daqui, mas nós não. Nós somos de lá.
Já o modo que o mundo tenta lidar com tais dilemas são variados, mas sempre sem Deus. Uns se dizem brutos materialistas, afirmando que religião é fraqueza; outros negam os problemas; ainda outros dizem que tudo é questão medicamentosa; enfim, não podemos enumerar as “escapadelas” que o mundo oferece para não encarar a realidade de sua própria condenação.
Porém, o filho de Deus sabe que todas estas coisas um dia acabarão. Haverá um dia em que Deus enxugará de nossos “olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21.4 – NVI). O crente sabe que na nova ordem das coisas, a tristeza não terá lugar, nem as aflições, nem os desastres, nem as maldades, nem qualquer outra coisa que atualmente tem afligido a alma do justo.
Não encare suas tristezas como compatíveis ao seu nível.
Elas não são. Elas pertencem a um mundo passageiro e destinado ao sumiço. Mas
você não. Você pertence a um novo céu e uma nova terra, onde habita a justiça
(2Pe 3.13). Lembre-se do que disse o apóstolo: “O mundo e a sua cobiça
passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo
2.17).
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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