“Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós
do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado” (1Pe
4.1).
A vida cristã é uma vida de renúncia do próprio eu. Enquanto a sociedade hedonista idolatra o eu e briga para que tudo seja do seu jeito e ainda incentiva a que todos façam o mesmo se quiserem ser felizes, a sociedade cristã compreende claramente que os desejos do ego são extremamente interesseiros, inimigos do próximo e, principalmente, inimigos de Deus.
O meio que Deus escolheu para que Cristo nos livrasse de nossos pecados foi o meio de Sua justiça e vingança. Como sabemos, a ira de Deus, que era para ser derramada sobre nós no inferno, foi derramada totalmente sobre Cristo na cruz (Is 53.5). Foi assim que ficamos livres do pecado. Agora também, o meio pelo qual Deus escolheu para que nos vejamos livres das algas pegajosas do pecado que ainda combatem contra nós enquanto estamos na carne, é também o meio do sofrimento.
Quem sofre na carne deixa o pecado, diz o apóstolo Pedro. Cristo sofreu na carne e consumiu nossos pecados. Ele já os resolveu de uma vez para sempre em Seu sacrifício. Diante do tribunal de Deus já não temos mais dívida alguma. Porém, como ainda temos um “tempo que vos resta na carne” (v. 2a), esses pecados ficam ainda como sanguessugas em nossa carne. No entanto, Pedro diz: “não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (v. 2b).
Quando comparamos isto ao que o apóstolo Paulo escreveu, logo percebemos o sentido. Temos que estar mortos para o mundo. Se realmente estamos mortos para o mundo, então venceremos o pecado. Morto não peca. Morto não pode ser julgado nem condenado. O pecado muitas vezes nos acomete aqui porque ainda estamos em processo de morte. Por isso que a morte do velho homem é comparada à crucificação, uma morte lenta e não imediata (Rm 6.6), de modo que Paulo diz “considerai-vos mortos” (v. 11).
Quando você começar a crucificar seu velho homem, se afastar daquilo que antes você praticava para o prazer carnal, você vai perceber que, enquanto você morre para o mundo, a fim de não permitir que o pecado lhe governe (isto é, a velha vida), você vai ver que o mundo vai estranhar você. Diz Pedro: “Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão” (v. 4). Eles não vão te elogiar por não pecar mais. Eles vão difamar de você!
Portanto, arme-se do mesmo pensamento de Cristo Jesus. Ele
jamais quis agradar a homens. Ele preferiu sofrer na carne para eliminar o
pecado. Conosco não será diferente. O que tiver de sofrer, sofra. Será para a
glória de Deus e para que os dedos viscosos do pecado se desapeguem de nós.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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