REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 724 - UM CORRETO DESEJO POR DEUS

 


Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água” (Sl 63.1).


Uma boa parte dos cristãos procura fazer o que é correto por motivos não profundos. Alguns por interesse em recompensa, outros por medo de castigo e outros movidos pela obrigação. É verdade que seremos recompensados em guardar os mandamentos do Senhor (Sl 19.11). Devemos também temer o castigo de Deus (Sl 6.1). Além disso, a obediência também é nossa obrigação.

Mas não são somente essas coisas ou uma delas que devem nos mover a fazer a vontade de Deus. A oração, por exemplo, é um dever cristão, mas sua busca deve ser por uma sede intensa de Deus e não pela obrigação do dever. Ler e meditar na Palavra é realmente uma obrigação, mas o que deve nos levar a isto é a fome de Deus. Assim também com todos os meios de graça concedidos por Deus a nós.

Neste Salmo, Davi chega a dizer que a graça de Deus é melhor que a própria vida (v. 3). Soa como um exagero a muitos cristãos de hoje. Eles desejam a graça de Deus exatamente para que lhes mantenha a vida! Eles usam a graça para adquirir a vida. Mas para o rei de Israel, o valor e o desejo estavam na graça de Deus e não naquilo que a graça podia lhe beneficiar, ainda que fosse a própria vida!

O desejo de Davi por Deus era tão intenso que, durante a madrugada, quando ele se lembrava de Deus e nEle meditava, sua alma chegava a ter um prazer tão grande, que ele compara como se fosse um churrasco bem gordo para se deliciar (vs. 5,6)! Será que é realmente o amor que temos por Deus que nos acorda pela madrugada? Ou é a ansiedade da vida, do dia-a-dia, que tem tirado nosso sono e usamos a oração para ver se dormimos melhor?

Davi diz que sua alma se apega a Deus (v. 8). Que comunhão tinha com Deus este rei, ainda na antiga aliança! O contraste com muitos cristãos é nítido! Muitos de nós temos nossa alma apegada ao mundo e suas paixões!

Também é interessante notar que o rei Davi não dizia estas palavras porque estava em tempos de bonança e tranquilidade. No v. 9, ele diz que havia pessoas que procuravam sua vida para destruí-la! No entanto, sua oração não era de desespero e sim de intimidade! Veja bem que nem mesmo era oração de confiança! Já seria uma enorme lição se fosse... Mas era uma oração de comunhão profunda e amor intenso por Deus!

Quais são os motivos que nos levam a buscar a Deus? Não é errado buscá-lo em momentos de angústia, medo, ou qualquer outra circunstância preocupante. Mas se forem só essas as razões que nos têm levado a buscar a Deus, então ainda não descobrimos o que é a verdadeira comunhão.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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