“Provérbios de Salomão, filho de Davi, o rei de Israel”
(Pv 1.1).
Os provérbios ou enigmas da Bíblia são um meio de ensino prático muito mais do que apenas frases de efeito. Nossa geração é acostumada a isso. Quanto mais econômico for um pregador nas palavras e quanto mais as frases montadas forem impressionantes, não interessa se tem ou não verdade ali, as pessoas se encantam. O problema é que nada fazem. Apenas se encantam
Os propósitos dos provérbios de Salomão, ele mesmo diz quais são nos próximos versículos. “Para aprender a sabedoria e o ensino”, diz o v. 2. Os provérbios servem de pequenas doses de sabedoria. Mas isso não é para escrever nas páginas do bloco de anotações. Ele diz no v. 3 que é “para obter o ensino do bom proceder”. Sabedoria sem procedimento é tolice. Vivemos atualmente numa sociedade que acha que sabe tudo, mas o procedimento é cada vez mais pérfido!
Também ele diz que seus provérbios servirão “para dar aos simples prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso” (v. 4). Os simples são aqueles que estão abertos a aprender, pelo menos este é o sentido da raiz da palavra no original hebraico. Pessoas fechadas para o aprendizado são as mais tolas e imprudentes. É o caso da atual geração internética!
Salomão finaliza sua introdução dizendo que “O temor do Senhor é o princípio do saber” (v. 7). Observe esta colocação. Os “sábios” de nossos dias zombam do Senhor! Mas sobre eles, o diagnóstico do apóstolo Paulo é o seguinte: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22 – ARC). O mesmo que Salomão disse na continuação do v. 7: “mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”.
Toda a base do saber humano de nossos dias é uma base frágil, pois não se principiou no temor de Deus. E preste atenção que quanto mais alguém se diz ateu, tanto mais inteligente os demais o consideram! Eles negam o que Deus diz em Sua Palavra e quando você lhes pergunta que base eles têm para negar, a resposta é porque fulano escreveu, beltrano falou, sicrano teorizou... é a falácia da contradição: caem exatamente naquilo de que nos acusam.
Como crentes, não podemos ter a mesma perspectiva deste mundo. Nosso dever é olhar para a Palavra de Deus e nela vermos nossa fonte de sabedoria. Como a sabedoria bíblica é prática, logo as pessoas perceberão que nós não apenas falamos coisas incrivelmente certeiras e profundas, mas, além disso, vivemos tais coisas!
Se você perguntar qual é a sabedoria bíblica, para que
possamos vivê-la e dela falar, o apóstolo Paulo responde: “mas para os que
foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e
sabedoria de Deus” (1Co 1.24).
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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