“Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado,
para que sejam um, como nós o somos” (Jo 17.22).
É bastante comum vermos a igreja se esforçando muito para gerar unidade entre os irmãos. Ouvimos muito também falar sobre isso, pregações cobrando, estudos bíblicos voltados para o tema da comunhão, de modo que as pessoas se sentem pressionadas e obrigadas a gerar comunhão ou pelo menos manter a aparência dela.
No entanto, segundo esta oração sacerdotal de Jesus que Ele fez em João 17, a unidade da igreja é resultado da glória de Deus. Ela não é produto do esforço humano, mesmo de crentes. Antes, a unidade da igreja é um produto da glória de Cristo. Sem a glória do Filho de Deus, nossos esforços são inúteis para produzir unidade.
O apóstolo Paulo ensinou aos efésios que a igreja se esforça sim, mas não para criar a unidade e sim para preservar a unidade criada por Deus. ele diz: “esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4.3). A unidade deve ser mantida pela igreja, mas a igreja não pode produzi-la. Somente a glória de Cristo pode.
Um dos maiores problemas da igreja é querer manifestar unidade sem glória. As pessoas se sentem forçadas, não ficam à vontade com esse assunto, imaginam que igreja é um clube de amigos que fingem estar interessados nas dificuldades alheias. Na unidade forçada, as coisas podem até acontecer, mas elas não vão prosseguir, pois até mesmo coisas boas se tornam um fardo onde tudo é feito de forma obrigatória.
A glória de Cristo promove a unidade da igreja porque todos contemplam não sua própria glória, mas tão somente a glória do Filho de Deus. Onde Cristo não é glorificado, as vanglórias aparecem. E não estamos nos referindo a pessoas que gritam “glória a Deus” nos cultos, e sim em cultos onde não há orgulho, onde as pessoas não querem se aparecer, mas apenas a glória de Cristo é vista, então Ele é adorado coletivamente e a igreja se torna uma!
Onde somente Cristo é glorificado, não há grandeza, não há destaque, nem busca por isso. Ao contrário, há um pensamento coletivo de que somente Cristo deve ser adorado. O reconhecimento da grandeza de Cristo e Sua beleza humilha a igreja, nivelando todos por baixo, enquanto o ambiente se torna propício para a adoração e exaltação de um só, Cristo.
De acordo com esta oração, Jesus já transmitiu a glória necessária para que a igreja seja uma. Mas o que está acontecendo que muitas vezes ela não é? Isso acontece porque roubamos a glória de Cristo. Quando a glória de Cristo é roubada, muitos querem seu espaço e aí começam as disputas pelos primeiros lugares. A unidade se dissipa.
A unidade só existirá quando a igreja reconhecer a glória de
Jesus, devolver esta glória em forma de adoração exclusiva a Ele e cada pessoa
reconhecer que não pode haver destaque na igreja, a não ser o Filho de Deus.
Día tes písteos.
Pr. Cleilson

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