REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0669 - O CONDENADO INJUSTAMENTE QUE CONDENARÁ JUSTAMENTE

 


Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum” (Jo 19.6b).


O plano eterno do nosso Deus e Pai incluía Jesus Cristo, Seu Filho, como Cordeiro morto pelos nossos pecados desde a fundação do mundo (1Pe 1.19b,20; Ap 13.8). Os apóstolos oraram a Deus, confessando que “Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, [fizeram] tudo o que a [...] mão e o [...] propósito [de Deus] predeterminaram” (At 4.27b,28).

Entretanto, nenhum daqueles soldados, nem Pilatos, Caifás, Herodes, ou qualquer daqueles carrascos que não tenha se arrependido, obterá salvação. Serão culpados pelo que fizeram contra o Salvador do mundo! Pilatos mandou açoitar Jesus para agradar aos judeus invejosos (v. 1; cf. Mc 15.10). Aqueles soldados romanos maltrataram a Jesus tanto quanto ou até mais do que os soldados do templo (vs. 2,3; cf. Mc 14.65).

No fim das contas, Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, à vontade dos sacerdotes e seus influenciados (v. 6), muito embora não tivesse visto crime algum em Cristo. De fato, Cristo, como Cordeiro imaculado, não tinha culpa alguma, assim como os cordeiros que eram oferecidos na antiga aliança também não deviam ter mancha. Porém, lá no antigo concerto, eram os sacerdotes que examinavam o cordeiro. Aqui, os sacerdotes tentaram achar e impuseram culpa em Jesus, enquanto um ímpio romano, Pilatos, foi quem viu a inocência do Senhor!

Aqueles soldados que bateram e cuspiram em nosso Senhor não faziam aquilo por obrigação, especialmente os judeus. O povo de Israel sempre foi proibido de torturar quem quer que fosse. Entretanto, o fizeram ao Filho de Deus! Ironicamente, eles chamavam Jesus de “rei dos judeus” (v. 3). Mas também, ironicamente, eles terão de reconhecê-lo como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” no último dia!

O próprio governador da Judeia, ao interrogar Jesus e, desdenhando dEle, dizia que tinha autoridade sobre Ele (v. 10), recebeu a seguinte resposta: “Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada” (v. 11a). No entanto, muito mais do que uma autoridade temporária dada por Deus a Pilatos (veja que quem colocou Pilatos no poder foi Tibério César, mesmo assim, Jesus diz que foi Deus), Jesus tem uma autoridade eterna, pois “todo poder [Lhe] foi dado nos céus e na terra” (Mt 28.18).

Há um versículo em Apocalipse que devia causar terror no coração de todos os homens. Ele diz assim: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram” (Ap 1.7a). Imagine você que quando Jesus vier nas nuvens do céu com poder e grande glória, ninguém escapará de ter que encarar Sua majestade fulminante! Nem mesmo estes algozes de Seu angustiante suplício! Todos O hão de ver, se curvarão diante de Sua glória e poder e, mesmo antes de suportar o castigo eterno, terão de suportar o juízo dAquele a quem eles pensaram estar condenando!

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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