Teolatria

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

DE QUÊ DEUS TEM NOS CHAMADO?


Apesar de, na sua época, Sodoma e Gomorra já terem sido destruídas há quase 1 milênio e meio, Isaías dirige-se ao povo de Deus chamando-os de Sodoma e Gomorra: "Ouvi a palavra do Senhor, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra" (Isaías 1.10). É óbvio pelo contexto e pelo tom de ironia que Isaías está se referindo a Jerusalém, uma vez que no v. 8 ele a chama de "filha de Sião". Também nos versículos seguintes encontramos citações de rituais associados à Lei que Deus deu a Seu povo. Isso deixa claro que era com o povo de Deus que ele estava falando.

Ao meditar nesse texto fiquei um tanto envergonhado. A pergunta que veio à minha mente foi a seguinte: de quê Deus tem me chamado? Nas marés dos nossos dias é comum ouvir que Deus nos chama de filhos, que somos vencedores, que somos povo de Deus, aliás é isso que gostamos de ouvir, mas afinal, Jerusalém também não era tudo isso? Sim, eles eram o povo escolhido de Deus, eram vencedores, herdaram a terra prometida, mas (sempre tem um mas na história da nossa vida)... algumas coisas aconteceram para que Deus ficasse aborrecido com eles. Vejamos:

1 - Deus os criou, mas eles se revoltaram (v. 2);
2 - Eles perderam o conhecimento de Deus (v. 3);
3 - Tornaram-se pecaminosos, cheios de iniquidade, semente maligna, filhos corruptores, abandonaram ao Senhor, blasfemaram, apostataram... (v. 4);
4 - Sua rebeldia impedia que Deus lhes castigasse mais, estavam por completo sem cura, estavam podres por dentro, nem mesmo a terra foi poupada, estava assolada, consumida pelo fogo, sua lavoura era devorada por estranhos, estava o povo de Deus totalmente arrasado (vv. 5-9)!

Mesmo assim, eles ainda tentavam preservar uma fachada de adoração! Pensavam que Deus ficaria mais acalmado com suas oferendas e sacrifícios... ledo engano! Deus não era (nem é) como os seus príncipes, companheiros de ladrões, que amavam o suborno e corriam atrás de recompensas (v. 23)! Não! Nosso Deus não é assim! Os líderes corrompidos podem ser levados por ofertas, mas Deus não! Para Deus, nossa vida santa deve ser acompanhada de mãos limpas (vv. 15,16). E além de ser nosso dever nos manter incontaminado do mundo (Tg 1.27), isto ainda deve ser reproduzido na linha horizontal, em relação ao nosso próximo: "Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas" (v. 17).

Eu não acredito que Isaías fosse querido pelo povo. Até porque o povo não gosta de ouvir a realidade. Se o profeta lhes falasse palavras de engano, eles o amariam, mas com palavras de repreensão, o mínimo que poderia acontecer seria o desprezo pela sua palavra; o máximo foi o que, segundo a tradição, de fato aconteceu: foi martirizado, serrado ao meio por ordem do rei Manassés! Bem que Jesus falou para os de Sua época: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lc 6.26).

Ficam algumas perguntas para nossa reflexão: de quê temos sido chamados? Depois de analisarmos bem nossa vida espiritual, podemos ter certeza de que Deus aceita o nosso culto? Ou estamos Lhe oferecendo liturgias vazias? Temos nos interessado pelas causas dos necessitados? Ficamos irritados quando os verdadeiros profetas nos chamam de Sodoma e Gomorra?

Dia tes písteos.

Pr. Cleilson

3 comentários:

  1. Nossa, isso doeu! rsrs
    Que Jesus tenha misericórdia de nós, para que tenhamos corações puros, mãos limpas e o adoremos mesmo de coração e não da boca pra fora como fazemos muitas vezes!

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  2. Não podemos esquecer que o mesmo Deus de amor é o Deus de fogo e juízo.Ele é santo e puro.Que vivamos em obediëncia a sua palavra para que não sejamos achados em falta perante Ele.

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  3. Eis o desafio:legitimidade cristã. Por essa razão o apóstolo Paulo preocupa-se com o seu discípulo dizendo: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina" - I Tm 4.16. É a disciplina no tocante a oração e a devoção bíblica que proporcionará ao nosso coração mais legitimidade. Enfim, porfiai.

    Wellington Miguel

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