“Serás expulso de entre os homens, e a tua morada será
com os animais do campo, e dar-te-ão a comer ervas como aos bois, e serás
molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que
conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem
quer” (Dn 4.25).
O rei da Babilônia no século V a.C., chamado Nabucodonosor II, teve um sonho que muito o perturbou. Ele via uma grande árvore na terra, cuja altura chegava ao céu. Ela fazia sombra com suas folhas e concedia fruto e sustento para todos. Logo após, ele vê e ouve um mensageiro do céu dizendo para cortar aquela árvore, mas que deixasse sua raiz e a cepa do seu tronco preso com cadeias, tomando orvalho do céu por sete tempos.
Como nenhum dos sábios e astrólogos conseguiu interpretar o sonho do rei, ele mandou chamar Daniel, o qual trouxe o significado deste sonho. A árvore era o próprio rei e seu domínio, que era grande e influenciava os povos da época. A voz do mensageiro era um decreto de Deus para humilhar o rei Nabucodonosor, tirar-lhe a razão e dar a sua porção com os animais do campo durante sete anos. Estas coisas de fato aconteceram e a arqueologia realmente percebe um lapso nos documentos da Babilônia, aproximadamente com esse tempo, tempo em que o rei viveu como uma besta selvagem fora de seu palácio.
Esse castigo humilhante tinha um propósito – “a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles” (v. 17). Daniel não escondeu nada do rei. Interpretou seu sonho e disse que o objetivo era “até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer” (v. 25).
Um dos orgulhos de Nabucodonosor era uma das sete maravilhas do mundo antigo, os Jardins Suspensos da Babilônia, que ele mesmo construiu: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade?” (v. 30)! Diante do seu orgulho, a voz realmente veio do céu sobre ele e se cumpriu o seu sonho da seguinte forma: “No mesmo instante, se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor; e foi expulso de entre os homens e passou a comer erva como os bois, o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceram os cabelos como as penas da águia, e as suas unhas, como as das aves” (v. 33).
Do v. 34 em diante, sabemos que depois do prazo estabelecido, este rei voltou ao seu trono, porém, agora humilhado e reconhecendo o grande poder do único Deus!
Os governantes de nossos dias já estão como bestas selvagens
em seus cargos políticos. Todos eles não raciocinam mais, falta-lhes pouco para
saírem zurrando e comendo capim à vista de todos. Deus os tem poupado dessa
humilhação. Entretanto, isso não os torna melhores que Nabucodonosor. E nós,
como Daniel, devemos dar a eles a única palavra razoável: “Portanto, ó rei,
aceita o meu conselho e põe termo, pela justiça, em teus pecados e em tuas
iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a
tua tranquilidade” (v. 27).
Día tes písteos.
Pr. Cleilson
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