REMINISCÊNCIAS DEVOCIONAIS 0791 - OS NOMES DOS QUE TEMEM AO SENHOR

 


Adão, Sete, Enos” (1Cr 1.1).


Os livros das Crônicas foram registrados após o cativeiro babilônico, possivelmente por Esdras, junto com outros escribas e sacerdotes do povo remanescente de Judá. E, dessa forma, o escritor inspirado começa o tomo. Ele fala dos três principais patriarcas do princípio de toda civilização humana.

Mesmo escrevendo para os judeus remanescentes, o autor reinicia a memória deles aos primeiros pais. Adão, no topo da lista, é o nosso pai humano. Ele foi não somente o pai geral, mas também o representante legal e federativo da raça diante de Deus. Em Adão, todos nós pecamos! Dele herdamos a natureza caída e perversa que se rebela naturalmente contra Deus!

Todavia, este homem foi perdoado, embora tenha sofrido as consequências de sua escolha ruim e temerária. Teve de arar a terra da qual fora tomado; teve de enfrentar a calma do sol, de ver seu rosto refletido em lagos de águas límpidas e cristalinas, que lhe mostravam a cada dia sua degeneração decantando sua juventude! Teve de enfrentar a disputa no lar, tanto com a esposa, quanto em padecer a dor de perder um de seus filhos assassinado pelo outro! Mas Adão foi perdoado pela misericórdia divina.

Seu filho Sete, segundo lhe chamaram, foi-lhe dado em lugar de Abel, como disse Eva. Claro que não havia só eles no mundo, mas agora lhe nasceu um filho que seria contado entre os piedosos. Não seria como Caim, antes teria uma descendência cuja marca foi uma divisória gritante entre seus filhos (chamados filhos de Deus) e a descendência de Caim (chamada de “filhas dos homens”).

Embora não pudesse assegurar que toda sua semente fosse fiel a Deus como ele foi, Sete teve um filho, a quem chamou de Enos, a partir do qual começou a se invocar o nome do Senhor (Gn 4.26). Sem dúvida alguma, até ali, os filhos de Adão seguiam seu rumo natural, pecaminoso e independente de Deus. Mas não a partir de Enos. Ele ouvia, como os outros, a história de seu avô, mas a guardava em seu coração. Ele ouviu falar de tudo o que ocorrera naqueles anos tensos e dramáticos.

Em seu coração projetou invocar o nome do Senhor em sacrifício, como seu tio Abel! Se seu tio era justo, então agradava ao Senhor. Assim seria ele, Enos, aquele homem que ficou registrado na Bíblia como o descendente de Adão que resgatou a adoração, praticada apenas por seu tio Abel! Que graça maravilhosa! Uma geração após ele passou a ser adoradora de Deus, invocando o Seu santo nome e Lhe oferecendo sacrifícios!

Eis aqui nossos primeiros pais: Adão, Sete, Enos! O Senhor enviou Seu Espírito ao escritor das Crônicas de Judá e rememorou estes nomes! De forma nenhuma ficarão esquecidos da memória de Deus e de Seu povo aqueles que honraram e glorificaram Seu nome!

Disse o Senhor por meio de Malaquias 3.16: “Então, aqueles que temeram ao SENHOR falaram frequentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um livro de lembranças foi escrito diante dele, para os que temeram ao SENHOR, e para os que pensaram no seu nome”.

Día tes písteos.

Pr. Cleilson

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